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02/05/2018

Bariátrica x Cabeça e BUP

Tenho 1,59 e em outubro estava com 98 kg, o ápice. Nem achava que era tanto. Mas as fotos não escondem.

Não é só estética...  é também por saúde, saúde mental, por mais momentos na piscina com minha filha, por mais alegria ao tirar as roupas do fundo do armário para voltar a usá-las, por tudo!!!

Eu era rata de praia e piscina. Hoje falo que o marido não é fã, é verdade, mas não por isso que evito.

No meu caso acho que cirurgia seria complicada porque sou do tipo que vira a lata de leite condensado.
Então preciso trabalhar minha cabeça. Estou em busca de um psicólogo e tomando BUP, desde janeiro, para compulsão.
E vamos em busca do resgate de parte de nossa vida que a gordura escondeu.
😘😘😘

27/08/2008

Tapa na cara

Cacau, muito obrigada por seu comentário.
Tomei mesmo um tapa na cara (e doeu). Mas o pior tapa acho que sou eu que me dou cada vez que percebo que tenho tempo e espaço saudável ao ar livre para caminhar ou pedalar (ou o transport no meu quarto) e não faço nada. Passo dias e mais dias em casa, estudando muitas vezes na cama com o notebook no colo. É ou não é um tapa, um desperdício de tudo?

Em relação ao meu ex, tiveram momentos que me preocupava não apenas com os quilos extras, mas com a possibilidade de me tornar desinteressante como um todo.
Infelizmente hoje não posso dizer (como tenho ouvido várias pessoas dizerem) que estou melhor aos 30 do que aos 20.
Aos 20 eu era mais bonita e mais feliz e me sinto mal por isso. Afinal, sei que parte disso é culpa minha, da minha inércia e preguiça.
Pensei que talvez essa fosse uma das razões de eu ter "preservado" durante tanto tempo meu sentimento pelo meu ex. Talvez achasse que com ele resgataria quem (ou o que) eu era.
Na verdade, preciso é confiar mais em mim (independente do meu peso), voltar a ter auto-estima de verdade e isso não vou encontrar em outra pessoa, mas dentro de mim.

Voltei ao blog, talvez mais cruel, mais realista, mais crítica. Se isso for melhor para eu me amar mais está ótimo!
O que sei é que nas últimas semanas não me cansei de fazer brigadeiro, comer chocolate e biscoitos.

O retorno

Até eu me surpreendi com tantos meses de ausência...

Muita coisa aconteceu nesse tempo (felizmente estão todos com saúde).
Estudei, estudei e estudei (não tanto quanto deveria) para a prova do concurso que aconteceu no início de junho.
Continuo sem me exercitar com regularidade.

Vi minha ansiedade subir (antes tomava fluoxetina e parei para estudar). Agora que saiu o resultado da prova, que já sei que não deu, também não tenho remédio e sem querer tenho momentos de desânimo total alternados com outros de irritação, passando pelo caminho o bom humor (“graças a deus!” rs).

Tive uma grande decepção com um antigo amor. Reconheço que sou responsável por parte do que aconteceu. E aproveito para falar porque talvez eu precise ver escrito para me convencer a mudar (e também porque serve para alertar quem estiver cometendo o mesmo erro que eu).

Adiei muito um reencontro por vergonha do meu corpo (justamente porque sendo um ex que me conheceu magrinha e gostosa, me sentia insegura e envergonhada em aparecer uns 15, 20 kg acima (o que não é absurdo, o absurdo é a inércia para mudar o que incomoda).

Pois bem, no ano passado recebi um telefonema que me marcou e me encheu de esperanças (não foi um fato isolado, já escrevi sobre ele no blog) onde ele dizia (entre outras coisas) que ficou arrepiado em me imaginar cantando para ele a música “Preciso dizer que te amo”, que inclusive era tema da novela das oito. (Aí eu me pergunto: por que não fui logo direta, porque não fui com tudo para marcar um reencontro?)

Sempre trocávamos emails e eventuais telefonemas. Ele havia voltado a morar aqui depois de anos fora do estado. Tudo caminhava para um reencontro, mas eu fui deixando passar, sem marcar efetivamente nada. Fazia planos de que quando emagrecesse mais, quando chegasse aos 70 ou 69 kg...

Pois é, não cheguei e não marquei, até que um dia conversando com minha irmã me dei conta de que precisaria agir rápido antes que o meu (“nosso”) tempo passasse e ele se envolvesse com outra (afinal eu havia me envolvido, mas sempre com uma sobra enorme de sentimento para o dia que nos reencontrássemos (ele foi meu amor daqueles que a gente acredita que será o pai dos nossos filhos; ficamos juntos anos).

Por uma dessas ironias da vida, uns 3 dias depois do meu comentário recebi sua ligação para me dizer “pessoalmente” que será pai!!!!!!! Só não me sinto tão mal agora porque o confrontei e disse tudo (quase) que deveria dizer, afinal, ele estava-me “cozinhando” sem nunca ter dito nada sobre ter uma relação tão séria. Minha irmã depois especulou se não era golpe da barriga. Não sei de nada, não quis saber de nada. Quem é a mulher, se estão juntos, quanto tempo, nada. Limitei-me a nós. E ouvi (o que foi bom para eu ter “raiva” e “superar”) que ele apenas me “dava corda”. OTÁRIA!!! (rir para não chorar)

Talvez você tenha chegado até aqui e esteja se perguntando o que isso tem a ver com o blog. Tudo!!! Por conta desses quilos extras que carrego nesses últimos anos (em forma de sanfona, desce 10, sobe 9, sem nem ter chegado aos 70; não pesava nem 60) tive a desculpa “imperfeita” para me esconder e me “proteger” do risco da exposição. Minha lógica era que para eu ter certeza se ele gostava de mim eu precisaria estar pelo menos no meio do caminho do peso que ele me conhecia, afinal ele teria todo o direito de não sentir T me vendo como estou, já que nem eu sinto muito por me esconder tanto (além de não caber nas roupas e tudo que vem junto).

Escrevi muito, eu sei e peço desculpas.

Estou de volta e aos poucos vou contando como anda a vida na esperança de ela melhorar. Nessa quinta-feira terei uma entrevista de emprego em resposta a um currículo que enviei no final de junho. É torcer porque, além dos quilos extras, me preocupam agora os reais a menos (e os concursos tão difíceis e distantes).

Agradeço muito todas que deixaram recado perguntando por mim. Vocês têm grande responsabilidade pela minha volta. MUITO OBRIGADA!

20/08/2008

Cabeça Magra x Cabeça Gorda

Comi um pedaço de bolo no trabalho. Era aniversário de uma colega. De cara pensei "está tudo perdido!" "Vou estragar minha dieta!". Saí do escritório, passei em um Supermercado e comprei doces e sorvetes. Afinal, "perdido por um..." Em casa, devorei tudo isso e muito mais. Dor, culpa, arrependimento e... mais comida. Final de mais uma dieta!" Mais uma frustração, auto-estima lá em baixo! (Depoimento de Maria Lucia, 28 anos)".

Esse relato revela o lado "gordo" de nossa amiga. Sua forma distorcida de avaliar a realidade a levou a ter uma atitude negativa em relação a seu peso e à alimentação. Com certeza, no escritório, todos os colegas comeram uma fatia de bolo. Os de "cabeça magra" voltaram a seu trabalho e não pensaram mais no assunto. Nem ficaram planejando "compensar" o bolo na hora do jantar . Cada qual voltou para sua casa e tocou sua vida.

Já para Maria Lúcia, comer um pedaço de bolo provocou pensamentos automáticos distorcidos, do tipo "está tudo perdido", "estraguei tudo" , por causa de experiências passadas. Foi por causa desses pensamentos que ela acabou se sentindo culpada e perdeu o controle.

Esse tipo de comportamento acaba se tornando automático . E Maria Lucia se comporta assim sem perceber. Aceita, sem qualquer contestação, pensamentos distorcidos como verdadeiros sem se dar conta. Enquanto ela não aprender a "desmontar" esse comportamento, será refém de situações desse tipo. Lembre-se, pensamentos distorcidos geram comportamentos distorcidos e refletem crenças errôneas.

Mas, como desmoronar esse ciclo vicioso? Maria Lucia precisa estar atenta aos primeiros sinais de que a coisa vai acontecer. Para isso deve avaliar como os pensamentos acontecem , perguntando: "O que estou pensando agora?" , "O que se passa em minha mente?" E daí questioná-los. "SERÁ que realmente estraguei tudo? Como posso justificar isso? Bem, comi um pedaço de bolo e acrescentei algumas calorias à minha dieta HOJE, mas, se eu parar agora, não terei estragado nada!" Pronto! Estamos começando a quebrar um jeito de agir e pensar que faz mal. Assim, questionando os pensamentos negativos, podemos aos poucos substitui-los por outros mais lógicos e que podem gerar atitudes mais equilibrados. Entenda: se não me sinto culpado de ter comido um pedaço de bolo, se compreendo que isso não é o caos, posso evitar o ataque de comer.

É a sensação de falta de controle que leva à culpa, que gera ansiedade, que leva à comida e à sensação de falta de controle, que leva de novo à culpa, à ansiedade ...

Temos de romper esse ciclo. No começo do "desmanche" desse comportamento preocupe-se com o processo, não com o resultado. Este virá como conseqüência. Encare os erros como oportunidade de aprendizado, não como fracassos.

Dr. Marco Antonio De Tommaso
· Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
· Credenciado pela Assoc Brás para Estudo da Obesidade
· Atuou como Psicólogo no Amb de Ansiedade do HCUSP
· Psicólogo das Agências Elite e L'Equipe de Modelos
tommaso@terra.com.br (11) 3887 9738 www.tommaso.psc.br

04/04/2008

Tem que valer a pena

Fernanda Young

No mundo dos negócios, existe um cálculo chamado custo/benefício que deveria ser usado em todas as circunstâncias da vida. O que todo mundo quer – claro – é se atirar a todos os prazeres, sem pensar nas conseqüências. Só que para cada prazer costuma chegar, mais cedo ou mais tarde, a conta. Mesmo quando se trata de coisas banais.

Quem não gosta de ver um filme na televisão comendo uma caixa de chocolates inteira? Só que no dia seguinte, na hora de entrar no jeans, não consegue, e talvez se arrependa quando pensar que vai passar uma semana tomando sopa para poder voltar à forma antiga. Será que valeu?

Existem dias em que tudo conspira a favor: você está rodeada de pessoas de quem gosta, a conversa está ótima, a música maravilhosa, não vai ter que trabalhar no dia seguinte, já sabe em quem vai votar. Porém, às vezes você tem um trabalho para terminar – e como resistir àquele convite? A certeza de uma noite agradável é bem melhor do que cumprir a obrigação, claro. Acaba optando por deixar a tarefa para o dia seguinte; afinal, pode conciliar, e não perde o jantar nem o trabalho. Aí, passa a noite angustiada, acaba fazendo mal o trabalho e se sentindo péssima – será que valeu? O que se quer na vida é comer o bolo e ao mesmo tempo guardar o bolo, e quem souber conciliar as duas coisas, por favor, cartas à redação.

(...)

É claro que não se pode – nem se deve – ser sensata o tempo todo. Mas quando a conta chegar – porque ela chega – é importante que seja paga com prazer. E só se paga com prazer o que valeu de verdade.

Danuza Leão é cronista, autora de vários livros, entre os quais Na Sala com Danuza 2 (ARX) e Quase Tudo (Cia. das Letras)
Foto Nana Moraes

25/03/2008

Blog de psicologia?

Pois é, não tenho como vir aqui e inventar histórias. A verdade é que andei meio ausente deste blog enquanto criei outros, distraindo-me dos que deveriam ser meus principais focos: o emagrecimento e o estudo.
Ambos podem trazer melhora na minha auto-estima e, um incentiva o outro.
Sabe aquela idéia que a gente sente de que poderia fazer melhor, mas por "alguma" razão simplesmente não faz?
Sinto que isso aconteceu comigo nestes últimos dias.
Estudei alguma coisa, mas nem de perto o quanto deveria.
Praticamente não me exercitei e nem dei a atenção que deveria para minha alimentação.

Crio atividades diversas e as coloco em primeiro plano e, assim, deixo para depois o que realmente deveria fazer; aquilo que pode fazer real diferença em minha vida.

Será medo de encarar um possível fracassso se realmente tentar?

Para ficar só no emagrecimento: eu já provei para mim que é possível. Emagreci fazendo exercício e controlando a alimentação (sem precisar radicalizar e eliminar coisas que gosto). Mas o processo é relativamente longo e, por isso, no meio do caminho, depois que emagreço uns 10 quilos (ou pouco mais) vou relaxando e engordo uns 4, 5 e aí vai. Quantas vezes emagreci a metade do que precisava e ao invés de continuar no caminho do sucesso simplesmente afrouxei e retornei quase que ao início?

Não sei a razão e também não sei se apenas com a ajuda de um psicólogo encontrarei a resposta. Espero que não. Acredito que não. Por isso escrevo no blog, escrevo no diário, procuro me conhecer.
Mas ainda assim me pego evitando enxergar o que não quero, o que me faz mal (mas que poderia me fazer bem se fosse até o fim neste mergulho de auto-conhecimento).
Provavelmente evito porque é doloroso encarar meus próprios medos e fraquezas, apesar de saber que existem (não sei se todos, mas parte deles).

Talvez você ache que estou desviando muito do tema do blog, mas como a proposta é "pensar magro", acho que muito do processo de emagrecimento vem da cabeça, do que se pensa, do que se propõe.

Por falar nisso, será que existe por aí algum blog de psicologia? Bem que poderia ser útil.
Já fiz análise e até faria de novo, mas não estou em condições de gastar dinheiro (não que seja um desperdício, mas é porque realmente não posso gastar muito agora).

Sinto que tudo isso causa ansiedade e, a partir daí, pode ser nocivo para a auto-estima, já que me cobro mais e faço menos (talvez pela minha própria cobrança e medo de fracasso).

Sei que acabou sendo um desabafo, mas espero que entendam e que até compartilhem suas experiências para que possamos nos ajudar.

Beijos carinhosos

05/03/2008

Exercício faz MUITO bem!

Ontem, depois de 2 meses, voltei a fazer transport. Ele fica no meu quarto e durante este tempo o que mais senti foi culpa pela minha inércia, minha preguiça.

Transcrevo aqui o que escrevi no meu diário logo após sair do banho que tomei na sequencia do término do exercício.

Dizer que é 'como eu já sabia' parece pouco. Porque sim, eu já sabia e até já havia escrito sobre isso: exercício faz MUITO BEM para o corpo e para a ALMA! Fiz 30 min. de transport, que é o mínimo necessário (acho!) e me sinto outra, muito muito bem e realizada, com a sensação de que consigo e a certeza de que posso.
Não sei porque enrolei tanto para esta retomada. Uma preguiça que não servirá mais de desculpa.
Quero sim quebrar a barreira dos 70 kg, que há anos me persegue e que não me pertence!
Isso mesmo, eu sou da casa dos 50 ou no máximo dos 60. Não vou aceitar nada diferente porque sei que posso e sei que me faz bem, que fico mais feliz e confiante.

E agora transcrevo o que havia escrito ANTES do exercício e que me fez largar o diário para me mexer.

Eu vou fazer um levantamento das minhas variações de peso, que são muitas, para fazer uma análise crítica do meu comportamento. Poxa! Estava no ano passado, acho que em dezembro, com 73,2 kg e agora 77kg! Fala sério mesmo! Fico triste comigo por ter deixado isso acontecer e, no entanto, só me dá vontade de comer mais doce, brigadeiro, biscoito. O que comi demais nestes últimos tempos, além de não ter feito NENHUM exercício. Assim, até posso dizer que está na cara o motivo para o ganho de peso.
O mais frustrante é a rapidez, o que não deveria me surpreender tanto na verdade.
Emagreci e me achei acima do bem e do mal. Relaxei, fui folgada. E agora colho os resultados desta negligência.
Preciso entender finalmente (!) que não posso jogar para o alto meus esforços relaxando no meio do caminho. Minha meta era sair dos 70 e, de repente, relaxo tanto que estou próxima aos 80, o que é um total pesadelo.

Copiando para o blog estas duas partes do meu diário, me dá vontade de imprimir e levar comigo. Colocar na porta do armário ou em qualquer lugar que me faça lembrar sempre disso.
Eu posso! Eu pude! Eu consegui! Só que não foi estalando os dedos, foi com esforço, suor (literalmente). Não posso emagrecer 11 kg, ficar feliz, receber elogios, e engordar 4kg como se não fosse nada (isso já antes).
Tirei "férias" na maior cara-de-pau e me mantive nela desde o Natal (12/2007).
Se ao invés de ter engordado esses 4kg tivesse EMAGRECIDO 4kg: agora estaria FORA DA CASA DOS 70 e com certeza muito mais ORGULHOSA e FELIZ comigo mesma.

24/02/2008

Indecisão que gera ansiedade

Pois é, quem andou passando por aqui nestes últimos dias (ou últimas semanas) viu algumas mudanças no layout do blog. Completamente indecisa e com vontade de mudar, testei vários modelos do Blogger. Na verdade não cheguei a ficar satisfeita com nenhum dos que experimentei, com exceção do que usava antes e que estava todo personalizado com cores de minha preferência. Mas, apesar disso, queria mudar porque o fundo do texto não era branco e notei que por email algumas cores não ficavam legais.
Não sei se é excesso de zelo ou se é falta do que fazer. Sei que queria mudar e essa mudança com certeza não se resumia ao blog, ele era apenas a ponta do iceberg.
Em uma "auto-terapia" constatei que havia mudado o ano sem que eu tivesse mudado coisas que me incomodavam. Aí, deixei para depois do Carnaval, já que dizem que o ano só começa depois mesmo. Só que ainda assim não via mudanças.
Bem, nesse meio tempo criei outros blogs e fiquei brincando de me ocupar com eles, fugindo das mudanças reais que precisava fazer e das responsabilidades que precisava assumir.
Até agora só uma coisa verdadeiramente mudou: matriculei-me num curso preparatório para o concurso do TRT e as aulas começaram dia 18. Posso dizer que há uma semana estou me sentindo melhor. Ter ido às 3 aulas me fez muito bem.
A idéia de estar estagnada é péssima e causa muita ansiedade, que em mim provoca mais vontade de comer (talvez até para evitar pensar em coisas reais e que às vezes evitamos).
Ainda estou colocando em ordem a vida, as várias pendências que listei e que somam mais de 15. Mas estou mais animada agora, mais confiante de que MEU ano pode começar quando EU quiser. Sem desculpas de datas de calendário, as mudanças são pessoais e independem do que o resto do mundo faz de suas vidas. Preciso apenas mudar a minha, o que provavelmente refletirá em mudanças para outras vidas, mas este não é nem pode ser o foco.
Algumas metas que preciso cumprir:
  1. Voltar a controlar o peso, não evitando a balança.
  2. Fazer transport pelo menos 3 vezes por semana.
  3. Colocar a matéria das aulas em dia, evitando que se acumulem.
  4. Terminar (ou começar) as petições e distribuir as ações que precisam.
  5. Encarar que mesmo às vezes enjoada de advogar, por enquanto é aí que ganho dinheiro.
  6. Marcar médicos de todos os tipos (já que não vou a um há quase 2 anos, exceto o destista que tenho ido). Mudei de plano de saúde e nunca usei, nem para fazer um exame de sangue.
  7. Listar minhas despesas habituais para controlar meu dinheiro e cobrar os que me devem de forma mais direta (primeiro preciso atualizar as contas, é aí que me enrolo).
  8. Responder alguns emails (e recados) pendentes que tenho "esquecido".
  9. Fazer backup das muitas fotos que tenho no computador. Aproveitar e fazer também dos MP3.
  10. Atualizar meu site com a mudança para Joomla.
  11. Cortar o cabelo (coisa que não faço desde julho de 2006).

Aproveitei agora para "jogar carta" lá no site Personare. Eis que a "resposta" do dia tem tudo a ver com o que havia escrito antes. Segue o texto:

Reciclando-se
O 8 de Ouros emerge do Tarot como arcano conselheiro para este momento de sua vida, Roberta, sugerindo ser este um momento mais do que adequado para que você identifique as partes da sua vida que porventura entraram em estagnação. É chegada a hora de romper com esta estagnação, descobrindo no mais profundo da própria alma uma série de recursos que lhe permitirão viver a vida com muito mais prazer. É provável que você, por puro hobby, comece uma nova atividade e que isso lhe disponha novamente a um desejo de viver com mais intensidade. Você também poderia pensar em conhecer novos lugares e se abrir à amizade com novas pessoas. Esta renovação, ainda que seja profissional ou estudantil, termina afetando positivamente outras áreas mais abstratas da sua vida, como a espiritual e principalmente a afetiva.
Conselho: Invente, faça diferente!

11/02/2008

O que faz os outros nos enxergarem de uma forma e não de outra?

Encontrei esta frase da Marília Gabriela e achei muito apropriada para pensarmos no que nos faz ser quem somos, ou em como os outros nos vêem. Já pensaram nisso?
Às vezes fico surpresa com alguns comentários que demonstram como as pessoas podem ser superficiais aos nos julgarem. Também podemos ter nossa parcela de culpa, dependendo do que mostramos aos outros.
Já notei que várias pessoas ao meu redor têm a tendência de se valorizar (o que é ótimo!), mas às vezes valorizam demais o que fazem, beirando a falsidade. Sabe aquela pessoa que diz que trabalha demais, que tem várias reuniões, que está muito ocupada para fazer isto ou aquilo? Ou aquela que quer mostrar o quanto os outros dependem dela? Ou ainda que dizem fazer exercícios em maior número do que realmente fazem? As possibilidades são infinitas...
Fico na dúvida se ser sincera demais não me prejudica. Quando alguém me pergunta algo não necessariamente quer saber, ou se quer, pode ser para se sentir melhor por eu estar igual ou pior. É real, existem pessoas assim, e às vezes até nós podemos nos flagrar agindo de tal forma.
Aqui (e no meu diário) é um lugar onde posso dizer o que sinto sem preocupação em como irão me julgar. Não porque a opinião de vocês seja indiferente, mas porque acredito realmente na rede que se forma entre as pessoas através de blogs afins. Essa foi uma das descobertas mais gostosas dos últimos meses.
Saber como estão é muito gostoso. Acompanhar a evolução, as conquistas e dificuldades, é algo enriquecedor e me deixa à vontade de falar sobre mim e meus sentimentos.
Enquanto vou escrevendo aqui, vou me julgando, enxergando algumas falhas, notando como arrumo desculpas ou evito até determinado assunto para fingir que não me incomoda, que não existe.
Por exemplo, um assunto que tem me perturbado é trabalho/dinheiro/estudo/inércia. Depende, antes de tudo de mim, e no entanto fico sempre evitando-o. Estou buscando a resposta. Será auto-boicote?
Comprei um livro para me ajudar nisso e em tudo o que procrastino: "Não deixe para depois o que você pode fazer agora", de Rita Emmet.
Aproveitei para criar um outro blog sobre o assunto. Quem se interessar e quiser trocar idéia será muito bem-vindo no Blog Protelar? Jamais!!!
Beijos a todos

01/01/2008

FELIZ 2008!!!!

Queria ter escrito antes no blog. Ter deixado uma mensagem para todos e, claro, visitado cada blog com todo o carinho que merece.

Mas, como imaginam, as coisas nem sempre acontecem como gostaríamos e/ou planejamos.

E neste ano de 2008 isso é uma das coisas que pretendo corrigir (ou melhorar): parar de arrumar "desculpas", parar de postergar, de "empurrar com a barriga", de adiar. Simplesmente fazer. "Gente que faz"

Talvez esse seja um dos meus maiores defeitos. Aquele defeitinho que interfere em várias coisas, em várias áreas da minha vida.

É, vale a pena eu pensar mais a respeito e corrigir isto. Taí 2008, um bom motivo para mudar. Um novo ciclo se inicia... Quem sabe o motivo suficiente para eu mudar para melhor. Para eu buscar corrigir aquelas coisinhas que me incomodaram ao longo dos meses (ou anos). Sempre é tempo de melhorarmos. E, na verdade, tanto faz se é ano novo ou dia novo, o importante é querermos enxergar um novo dia para o "resto de nossas vidas".

"Vambora" rumo a uma fase melhor (ano, meses, dias, o que for). Melhor sempre!!!

Feliz 2008, feliz dia novo, feliz ano novo, feliz tudo novo!!!!

O Sol (Jota Quest)
Composição: Antônio Júlio Nastácia

Ei, dor!
Eu não te escuto mais você não me leva a nada
Ei, medo!
Eu não te escuto mais você não me leva a nada...
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol é pra lá que eu vou...
Ei, dor!
Eu não te escuto mais você não me leva a nada
Ei, medo!
Eu não te escuto mais você não me leva a nada...
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol é pra lá que eu vou , é pra lá que eu vou...
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol é pra lá que eu vou...
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou...
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol é pra lá que eu vou, é pra lá que eu vou..
.

09/11/2007

Fique zen e mais feliz

Primeiro preciso agradecer muito todas as mensagens, desabafos e tudo mais que foi escrito sobre meu post. Cada comentário foi especial e me fez (re)pensar naquilo que havia escrito. Notei que não sou apenas eu que tenho tantas dúvidas, tantos questionamentos e inseguranças. Estes dias fizeram-me ficar bem mais tranqüila (apesar de não ter resolvido todos os meus problemas, claro! rs). Tive vontade de vir aqui antes escrever (principalmente para vocês que deixaram comentários). Mas queria aproveitar um momento que estivesse com um tempo para mim, sem interrupções e inspirada para falar um pouco mais sobre esta fase pela qual estou passando.
  1. Ainda não respondi o email "daquele" que me tira dos eixos.
  2. Também não voltei AINDA a fazer exercício (mas passeei pela praia na sexta e no domingo).
  3. Mudei a matéria que estava estudando e fiquei com novo ânimo para a leitura (estava insistindo tanto em terminar o livro que quase me "saturou"; o ideal mesmo é variar, já que são várias matérias para estudar).
  4. Meu noivo continua carinhoso, mas bastante ocupado (o que às vezes é bom, já que gosto de ficar sozinha fazendo minhas coisas).
  5. Não consegui zerar minhas pendências, mas estou caminhando para resolver essa minha tendência de procrastinar. Vou retomar minha antiga idéia de anotar em fichas (pequenas e pautadas) as coisas para fazer.
  6. Minha alma está mais leve; e também emagreci um pouquinho mais ;-)
  7. Sugiro que aproveitem os dias de sol e o contato com a natureza para relaxar e se divertir (fiquei dançando na piscina no sábado enquanto esperava o pessoal chegar para o churrasco). Ah, tomei um pouco de cerveja e muita água (sempre com minhas garrafinhas).

Ah, se tiverem oportunidade de assistir ao filme "A história de nós dois" vale a pena, segue a sinopse: "Após 15 anos o casamento de Ben (Bruce Willis) e Katie Jordan (Michelle Pfeiffer) entra em crise. Assim, eles se separam na mesma época em que seus filhos Josh (Jake Sandvig), de 12 anos, e Erin (Colleen Rennison), de 10, estão em um acampamento de verão. Separados, cada um tenta recomeçar sua vida em cantos neutros, aproveitando o período para avaliar e refletir sobre a vida que tiveram juntos, com seus altos e baixos, e tentam concluir se ainda há algo de sólido nesta relação, que permita uma reaproximação".

Primeira cena do filme, em que o Ben fala para a câmera: "Não sei porquê, mas sempre gostei de finais felizes. Veja, para mim, as histórias mais românticas e lindas são sempre aquelas onde duas pessoas se conhecem, se apaixonam e 50 ou 60 anos depois, uma delas morre e uns dias depois a outra morre porque não conseguem viver uma sem a outra. Não que isto seja um bom exemplo de final feliz. Há duas pessoas mortas, mas era isto que eu pensava que aconteceria com a Katie e eu. Não... não que morrêssemos, mas que ficaríamos juntos para sempre."

Depois uma cena em que a Katie fala para a câmera: "No nosso primeiro aniversário de casamento, dei ao Ben uma colher de plástico. Sabe, como aquelas que vêm com a comida chinesa. Foi a que usamos quando partilhamos nossa primeira taça de sopa Wonton. Ele estava com medo de tê-la perdido, e me lembro de como seu rosto se iluminou quando abriu a caixinha de jóias onde eu a tinha embrulhado. Continuo me perguntando: "Quando é aquele momento no casamento que uma colher se torna apenas uma colher?"

Beijos

21/09/2007

Será ansiedade?

Fiquei muito feliz com cada comentário. Acabei de visitar os blogs, deixar recado, linkar...
Interessante que enquanto faço isso vou pensando no que escrevem, no que eu sinto e em cada recado que deixo vou deixando um pouco de mim, dos meus sentimentos. É quase uma terapia coletiva. rs

Depois do meu último post eu fui para o transport e fiquei 62 minutos, feliz e muito orgulhosa de mim.

Na 4a feira passei o dia fora trabalhando e ontem fui totalmente preguiçosa, não me mexi e mal estudei. Voltei aqui para minha mesa com o computador, porque passar o dia no quarto com notebook não dá. O estudo não rende e no final fico com a sensação de total desperdício, como se deixasse o tempo escoar pelas mãos.

Ninguém aqui em casa sabe do Desafio (ou do blog), nem quanto peso (tenho vergonha, só digo quanto emagreci ou engordei).
Perguntam como está o estudo (afinal é para concurso e tenho que me esforçar MESMO) e eu respondo de forma lacônica.

Outro dia minha irmã insistiu em saber se estava tudo bem. Mas têm certas coisas que não falo (pelo menos não tão claramente), talvez seja para me "proteger" de críticas. Parece que cada um sabe um pouco de mim (uma parte diferente da outra, só o que "deixo").

Às vezes passo muito tempo pensando nisso tudo e acabo 'viajando' demais e agindo de menos.
Sei lá, e eu que já me achei uma pessoa prática. rs
Ah, essa foto eu tirei no mês passado quando passava pela Lagoa Rodrigo de Freitas (RJ). ADORO FOTOGRAFAR!

11/09/2007

O gerúndio necessário


O que nos separa daquilo que almejamos?

Será a ilusão de acreditarmos que queremos sem querer tanto e daí arrumamos todas as desculpas?

O que nos faz levantar da cama, do sofá ou da cadeira para nos exercitarmos? Ou para pegar um livro e ler, quando se sabe necessário (ou prazeroso)?

Que distância é essa que às vezes parece intransponível e dá a sensação de buscarmos algo inalcançável?

Curioso notar que nesses momentos o "inalcançável" parece dizer respeito só a nós, não afetando mais ninguém. Afinal, são tantas histórias de sucesso...

De repente comecei a questionar tais atitudes - ou a falta delas - justamente porque quero estar no grupo que "faz acontecer".
E agora me peguei à beira de concluir que a distância entre tais “grupos” de pessoas é justamente o “não questionar” (pelo menos não tanto).
É ser menos burocrática e direta e decidida.
Se sabe que é importante, que é necessário, então vá lá e faça!!!
Simples como deve ser.

Desculpas devem ser para os que só dizem querer, sem (provavelmente) acreditar que podem ou merecem, os que se colocam como vítimas ou se ocupam demais em pensar no "como", deixando o "fazer" para depois (sabe-se lá quando).

O que não podemos esquecer é que no final, apenas uma coisa é importante: o que fazemos de nossas vidas???
Cabe a nós irmos na direção que parecer melhor, mesmo que para isso seja preciso mudar de caminho.


E assim, enquanto estivermos nos mexendo, lendo, escrevendo, podemos ir pensando, selecionando e direcionando nossa vida para onde nos faça feliz.

Não se engane, o gerúndio é necessário, é preciso estar fazendo. É a atitude que se prolonga rumo ao topo (que você escolheu chegar).

23/08/2007

Vigiar(-se)


Hoje cheguei aos 80kg.
Desde que retomei o emagreci 4 quilos (entrei no desafio já com 2 a menos).O ritmo ficou mais lento neste dias porque comi umas besteiras e não me exercitei, o que não tem justificativa.
Há um ano estava com 74 (emagreci 10 kg com uma meta muito estimulante: viagem de 1 mês com meu namorado que estava estudando fora). Mas aí, voltei em setembro e só fiz engordar. 6 meses depois já havia engordado os 10kg.
Que raiva! Principalmente quando a gente pensa que se tivesse segurado a onda com os 10 de antes e os 4 de agora, já estaria com 70 kg e tão mais próxima dos 58kg.
Com o tempo percebi que não havia emagrecido para ele, mas para mim, porque queria viajar me sentindo melhor, nas fotos, no banho, nas lojas, em tudo. Foi uma viagem inesquecível e sabia que seria (1a vez na Europa). Olho as fotos e me vejo bonita, mesmo estando com 74 e longe da minha meta. Como 5 ou 10 kg fazem diferença...
Tenho que realmente me vigiar e cobrar mais de mim. Retomar ao ritmo do exercício, já que a boca estou segurando (dentro do possível, com uma escapada aqui e outra ali).
Estava lendo o blog da Eterna Vigilante (
http://felicidadedeser.zip.net/) justamente sobre isso e reproduzo aqui meu comentário:

[Betilda] [http://pensarmagro.blogspot.com/] Engraçado ler você falar em vigiar, eu confesso que detesto me sentir controlada pelos outros (mãe, irmã, noivo...) e aí de repente você me faz pensar que EU preciso me vigiar. Ai ai ai... é chato mas está certa. E será por isso que quando acaba um dia em que sei que poderia ter feito mais me sinto tão culpada? Tenho uma mania horrível de deixar para depois, talvez por isso tenha engordado tanto, fui deixando para depois emagrecer, como se fosse estalar os dedos e resolver. Ah... se fosse tão fácil. Muito bom seu blog e além de me fazer pensar, me fez lembrar de pegar a garrafinha de águ havia esquecido na cozinha. Beijo grande 23/08/2007 14:20

Dica: coloque a garrafa com água pela metade ou 1/3 e deixe congelar. Depois é só completar e vai ficar geladinha por mais tempo. Uso aquelas garrafinhas de água mineral, tenho umas 4 e quando precisa trocar é baratinho. Aqui a gente usa filtro que sai água gelada, o que facilita bastante, fico só enchendo as garrafinhas, na geladeira não tem água.

Quilos realmente mortais

Não sei porque, mas depois que descobri o programa Quilos Mortais, passei a assistir praticamente todos. Adoro saber mais sobre os riscos, ...